Por que será que quando falamos em meio ambiente e ecologia as pessoas se esquivam? Por que é comum relacionarmos a defesa do meio ambiente ao fanatismo? De onde surgiu o termo pejorativo ‘ecochato’?

Defender o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, defender nossa sobrevivência. Disso, todos sabemos. Mas será que todos nós entendemos o significado real dessa afirmação?

Até que ponto estamos dispostos a modificar nossas pequenas condutas, nossos pequenos hábitos consumistas?

É provavelmente muito humano gostarmos de comodidade, característica básica do sistema em que vivemos. Mas é mais humano ainda questionarmos a nossa realidade.

E é isso que um grupo de pessoas vem heroicamente fazendo, quase contra tudo e contra todos.

O Baukurs Cultural está propondo uma série de encontros a fim de pensar e repensar essas questões para, quem sabe, realmente assumirmos uma postura de compreensão. Convidamos pessoas com experiências muito diferentes para nos ajudar a ampliar a discussão, nos fornecer outras referências e a demonstrar novos pontos de vista.

O que queremos com isso? Ir além. Descobrir um novo caminho. Um caminho diferente. Um caminho que seja bom para todos. Um caminho de consenso. O caminho do meio.

> Encontros sempre às 19h30

> 30 vagas

> Entrada franca

> É necessário reservar por e-mail (secretaria.bkc@baukurs.com.br) ou pelo telefone 2246-6242

13/03_FAVELAS, PERIFERIAS E A RIO+20. O QUE É, O QUE MUDA!

Debate com especialistas e lideranças comunitárias de favelas e periferias do Rio de Janeiro para discutir a RIO+20, sua importância e resultado concreto paras essas comunidades.

TIÃO SANTOS é coordenador do Viva Rio e da área de Meio Ambiente. Gerenciou as operações de ajuda emergencial na Região Serrana e coordenou o Projeto de apoio às vitimas das chuvas, em Teresópolis e Friburgo em 2011.

SÉRGIO RICARDO é ambientalista e fundador do Fórum de Meio Ambiente da Baía de Sepetiba. Já coordenou a Alerje foi sub-secretário de meio ambiente da prefeitura de Nova Iguaçu. É assessor da Comissão Permanente de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ.

CLAUDISON RODRIGUES é economista, Mestre em Ciência da Informação, Pós-graduado em Engenharia Ambiental, Gestão de Recursos Hídricos, Políticas de Desenvolvimento e Gestão da Biodiversidade. Diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (2009/2011).
Coordenador dos Programas Educativo e de Divulgação Científica do Museu do Meio Ambiente (JBRJ/MMA).

JOCELINO PORTO é líder comunitário e foi representante do Núcleo Ecológico Pedras Preciosas (NEPP).  É articulador da participação de lideranças de favelas na Rio+20.

21/03_UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: TIPOS E IMPORTÂNCIA

O estabelecimento pelo Poder Público de áreas especialmente protegidas por lei ou por decreto é uma das principais estratégias, se não a principal, para a preservação da diversidade biológica e para a implementação do conceito de ‘desenvolvimento sustentável’. No Brasil tais áreas são conhecidas pelo nome genérico de ‘unidades de conservação’, e são regidas por lei federal promulgada no ano de 2000. O objetivo da palestra é apresentar aos ouvintes os diferentes tipos de unidades de conservação previstos na legislação e sua importância para a conservação da biodiversidade, dos ecossistemas nativos e das paisagens naturais notáveis, bem como os recentes e significativos avanços do Estado do Rio de Janeiro neste campo.

ANDRÉ ILHA fundou, em 1990, do Grupo Ação Ecológica (GAE), ONG ambientalista atuante até hoje no RJ. É ex-Presidente da Fundação Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ) em três governos e é atualmente  Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (INEA).

25/04_AS AGUAS DA RIO+20

Na perspectiva da Rio+20, a sociedade civil brasileira e global, através de suas diversas redes, pretendem promover uma cultura da água-vida que enfatize seus valores éticos, seus aspectos culturais, sagrados, simbólicos e a cosmovisão dos povos tradicionais e originários.

Mais além dos novos mercados e da questão do financiamento do acesso à agua, é preciso trabalhar contra as profundas desigualdades sociais, econômicas e culturais que produzem a escassez social de água. A água é um bem comum essencial à vida, que está na origem dos sistemas culturais e éticos dos povos e não deve estar exposta às soluções de mercado chamadas de economia verde.

ANDRÉ ABREU integra o “collectif nouvelles richesses” em Paris, é idealizador e coordenador do programa “Porteurs d’eau” (Mensageiros da Agua) e atua desde 2011 como consultor do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclavel (MNCR) para o Plano Nacional de Residuos Solidos, junto ao Ministério do Meio Ambiente.

16/05_CÚPULA DOS POVOS DA RIO+20. BRASIL JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL.

No século XXI a vinculação intrínseca entre justiça social e ambiental se torna mais evidente. Durante a Rio + 20, que acontecerá no Rio de Janeiro, em junho de 2012, a sociedade civil organizará a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, colocando em questão o padrão de consumo/produção atualmente hegemônico, contra a mercantilização crescente da natureza e em defesa dos bens comuns. Vamos debater os temas em questão neste processo de preparação e na própria Cúpula.

MOEMA MARIA MARQUES DE MIRANDA é antropóloga, diretora do Ibase, participante do Conselho Internacional do Forum Social Mundial e do Comite de Facilitação da Sociedade Civil para a Rio + 20.

08/05_“…E ASSIM SE PASSARAM 20 ANOS…!” JORNALISMO AMBIENTAL NA RIO-92 E HOJE.

A jornalista Kristina Michahelles, editora do primeiro suplemento dedicado ao meio ambiente, o Caderno Ecologia do JORNAL DO BRASIL, fala das alegrias e das mazelas ao lidar com assuntos novos num grande jornal diário e conta como foi a cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.

KRISTINA MICHAHELLES é jornalista e tradutora, editora do Caderno Ecologia do JB de 1991-1993.

23/05_ENERGIAS LIMPAS E RENOVÁVEIS E ALTERNATIVAS PARA DESCARTE DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS.

Como novos paradigmas e as inovações tecnológicas podem contribuir para um ambiente mais limpo? A revolução da microeletônica dos anos 90 viabilizou a aplicação prática de muitas disciplinas novas. A microbiologia, a catálise, a computação possibilitaram o surgimento de novas fontes de produção de energia renovável, bem como para o processamento e disposição dos resíduos sólidos urbanos. Vamos apresentar algumas destas possibilidades reais e idéias em desenvolvimento.

HILDO FRANCISCO HENZ foi Diretor de Projetos da BRENCO ENERGIA RENOVÁVEL, empresa que trouxe um conceito inovador de sustentabilidade de produção de etanol e energia elétrica  de cana de açúcar. Foi Presidente da REFAP S.A. Refinaria de petróleo (Sociedade da Petrobras e da REPSOL no RS). Engenheiro químico, trabalhou na PETROBRAS por 27 anos.

O Caminho do Meio
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